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Água destilada para autoclave: é obrigatória? Entenda quando a água desmineralizada pode ser usada

há 13 horas
6 min de leitura

Quem utiliza uma autoclave em clínicas, consultórios odontológicos, laboratórios ou outros ambientes profissionais provavelmente já recebeu a orientação de utilizar água destilada para autoclave.


A recomendação tem um motivo importante.


A água comum da torneira contém sais minerais e outras substâncias que podem permanecer dentro do equipamento durante a geração de vapor. Com o tempo, esses resíduos podem contribuir para incrustações, manchas nos instrumentos, corrosão e problemas em válvulas e tubulações.


Mas existe uma dúvida cada vez mais comum:

a autoclave precisa obrigatoriamente de água destilada ou também pode utilizar água desmineralizada produzida por osmose reversa ou troca iônica?


A resposta depende principalmente de uma informação: o que o fabricante da sua autoclave determina no manual do equipamento.


Água destilada para autoclave: entenda qual água utilizar, quando a desmineralizada pode ser usada e como evitar danos ao equipamento.

Por que não utilizar água da torneira na autoclave?


Quando a água é aquecida para gerar vapor, os sais minerais presentes nela não simplesmente desaparecem.


Cálcio, magnésio, sílica, cloretos, ferro e outros componentes podem permanecer no sistema e, dependendo de sua concentração, favorecer a formação de depósitos.


Isso pode resultar em problemas como:

  • incrustações na câmara e nas tubulações;

  • manchas nos instrumentos;

  • corrosão;

  • obstrução de válvulas;

  • redução da eficiência do equipamento;

  • maior necessidade de manutenção.


Um manual atual da Gnatus, fabricante brasileira de equipamentos odontológicos, por exemplo, orienta a não utilizar água de torneira em determinados modelos justamente porque sais minerais e cloro podem causar danos à câmara, aos instrumentos, às tubulações e às válvulas.


Por isso, a qualidade da água utilizada na autoclave não deve ser tratada como um detalhe.


Água destilada para autoclave é sempre obrigatória?


Homem operando Auto Clave industrial

Não existe uma resposta única para todos os equipamentos.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pela regulamentação sanitária no Brasil, estabelece na RDC nº 15/2012 que:

a água utilizada no processo de geração de vapor das autoclaves deve atender às especificações do fabricante da autoclave.


Esse é o ponto mais importante de todo o assunto.


Algumas autoclaves especificam exclusivamente água destilada.

Outras permitem água destilada ou desmineralizada.


E determinados equipamentos profissionais trabalham com parâmetros específicos de qualidade da água e podem inclusive recomendar sistemas de osmose reversa.


Portanto, antes de escolher o método de produção da água, é necessário consultar o manual da autoclave.



Água destilada e água desmineralizada são a mesma coisa?


Não.

As duas podem apresentar baixíssima concentração de sais minerais, mas são produzidas por processos diferentes.


A água destilada é produzida aquecendo a água até sua evaporação e posteriormente condensando esse vapor novamente na forma líquida.


Já a água desmineralizada é produzida removendo os íons dissolvidos na água por tecnologias como troca iônica.


A osmose reversa utiliza outro princípio: a água atravessa uma membrana semipermeável capaz de reter grande parte dos sais e diversas outras substâncias presentes na alimentação.


Em sistemas mais completos, osmose reversa e troca iônica podem inclusive trabalhar juntas.


Se quiser entender essas diferenças em mais detalhes, veja também nosso conteúdo sobre água desmineralizada x água destilada.


Então posso usar água desmineralizada na autoclave?


mãos removendo equipamentos de dentro de um auto clave em um laboratório

Em algumas autoclaves, sim. Em outras, não devemos fazer essa substituição sem autorização do fabricante.


Esse cuidado é importante porque encontramos situações diferentes até entre fabricantes conhecidos.


Em um manual da linha BioClean, por exemplo, a Gnatus orienta o abastecimento com água destilada ou desmineralizada.


Já em outro equipamento mais recente da própria fabricante, a BioMáx, o manual determina especificamente o uso de água destilada.


Isso mostra por que não é correto afirmar que existe uma regra universal.


O manual do seu equipamento sempre deve ser a principal referência.



E a osmose reversa?


A osmose reversa merece atenção especial porque já é utilizada profissionalmente para produzir água destinada à geração de vapor em autoclaves.


A Cristófoli, fabricante brasileira especializada em equipamentos de biossegurança, informa no manual de determinados equipamentos que a pureza da água é fundamental para preservar a autoclave e os instrumentos.


Em seu manual técnico da CHR100, a empresa recomenda a purificação da água por osmose reversa para atender aos parâmetros de qualidade aplicáveis à geração de vapor.


A própria Cristófoli também comercializa sistemas profissionais de osmose reversa destinados ao abastecimento de equipamentos de esterilização.


Portanto, não devemos pensar apenas em:

água destilada versus água desmineralizada.


A questão mais correta é:

qual qualidade de água a minha autoclave exige e qual processo consegue produzi-la de forma consistente?


O TDS é suficiente para saber se a água pode ser usada?

Medidor digital TDS Monitor azul com visor 000 PPM, botão ON/OFF e logo HM Digital.

Não.


O TDS da água indica a concentração estimada de sólidos dissolvidos e é uma ferramenta muito útil para acompanhar um sistema de tratamento.


Mas uma leitura baixa de TDS, sozinha, não comprova que a água atende a todos os requisitos de uma autoclave.


Dependendo do equipamento, podem existir limites específicos para parâmetros como:

  • condutividade;

  • sílica;

  • cloretos;

  • ferro;

  • dureza;

  • pH;

  • metais;

  • resíduo de evaporação.


Por isso, quando o fabricante apresenta uma especificação físico-química completa, o sistema de tratamento deve ser dimensionado para atender a esses parâmetros.


O TDS pode fazer parte do monitoramento operacional, mas não substitui uma análise quando outros parâmetros precisam ser controlados.


Onde a Zero Ka pode entrar nesse processo?

Osmose reversa industrial Zero Ka

A Zero Ka desenvolve e fabrica no Brasil equipamentos para produção de água desmineralizada e sistemas de osmose reversa.


Para aplicações em autoclaves, a primeira etapa não deve ser escolher o equipamento Zero Ka.


A primeira pergunta deve ser:

qual água o fabricante da autoclave exige?


Se o manual aceitar água desmineralizada, água purificada por osmose reversa ou estabelecer parâmetros que possam ser atendidos por essas tecnologias, então um sistema Zero Ka pode ser dimensionado para estudar essa aplicação.


Os sistemas de osmose reversa Zero Ka utilizam diferentes etapas de tratamento e, dependendo da configuração, podem combinar pré-filtração, carvão ativado, membrana de osmose reversa e polimento final por troca iônica.


Essa combinação reduz significativamente a concentração de sais dissolvidos e permite produzir água de alta pureza de maneira contínua.


Diagrama de funcionamento osmose reversa Zero ka


Produzir a própria água pode fazer sentido?


Para um consultório que utiliza poucos litros por semana, comprar água pronta ou utilizar um pequeno destilador pode continuar sendo uma solução adequada.


A situação começa a mudar quando existe consumo recorrente.


Clínicas maiores, centros odontológicos, laboratórios, centrais de esterilização e empresas com vários equipamentos podem consumir volumes consideráveis de água ao longo do mês.


Nesses casos, produzir água no próprio estabelecimento pode reduzir:

  • compra recorrente de galões;

  • armazenamento de embalagens;

  • transporte;

  • dependência de fornecedores;

  • tempo destinado à reposição.


Além disso, sistemas com monitoramento permitem acompanhar continuamente a qualidade da água produzida.


Isso não elimina a necessidade de seguir as especificações do fabricante da autoclave, mas pode tornar a operação mais autônoma.


Água desmineralizada protege a autoclave contra incrustações?


A redução de cálcio, magnésio e outros sais dissolvidos diminui significativamente o potencial de formação de depósitos minerais.


Esse é um dos motivos pelos quais os fabricantes restringem o uso de água comum.


Entretanto, novamente precisamos separar dois conceitos:

água com baixo teor de minerais e água oficialmente adequada para determinado modelo de autoclave.


A primeira é uma característica físico-química.


A segunda depende das especificações definidas pelo fabricante.


Por isso, uma água apresentar 0 ppm em um medidor de TDS não significa automaticamente que ela está homologada para qualquer autoclave.


Como escolher a água correta para sua autoclave?


Auto clave para lixo hospitalar aberto

Antes de comprar água ou investir em um sistema próprio de tratamento, consulte o manual da autoclave e procure a seção referente à qualidade ou ao abastecimento de água.


Verifique se o fabricante determina:

Água destilada: utilize água produzida por destilação conforme solicitado.


Água destilada ou desmineralizada: ambas podem ser consideradas, respeitando as demais especificações do equipamento.


Água purificada dentro de determinados parâmetros: avalie o processo de tratamento capaz de atingir esses limites.


Osmose reversa: dimensione o sistema considerando qualidade da água de entrada, consumo da autoclave e parâmetros exigidos na saída.


Em caso de dúvida, consulte a assistência técnica ou o próprio fabricante antes de alterar o tipo de água utilizado.


Perguntas frequentes sobre água para autoclave


Qual água deve ser usada na autoclave?


A água deve atender às especificações do fabricante da autoclave. Dependendo do equipamento, o manual pode exigir água destilada, permitir água destilada ou desmineralizada ou estabelecer parâmetros específicos de qualidade.


Posso usar água desmineralizada na autoclave?


Somente quando o fabricante permitir esse tipo de água ou quando a água produzida atender às especificações técnicas estabelecidas para o equipamento.


Água de osmose reversa pode ser utilizada em autoclave?


Pode ser utilizada em equipamentos cujos fabricantes aceitam água produzida por osmose reversa ou estabelecem parâmetros compatíveis com a água produzida pelo sistema. Sempre consulte o manual antes da utilização.


Por que não usar água da torneira na autoclave?


A água da torneira contém sais minerais e outras substâncias que podem favorecer incrustações, manchas, corrosão e obstruções em componentes internos da autoclave.


Água com 0 ppm de TDS pode ser usada em qualquer autoclave?


Não. O TDS é apenas um dos parâmetros relacionados à qualidade da água. Alguns fabricantes estabelecem limites adicionais para condutividade, sílica, cloretos, ferro, pH e outros componentes.


Vale a pena produzir água para autoclave no próprio estabelecimento?


Pode valer a pena quando existe consumo recorrente ou elevado. A viabilidade depende do volume utilizado, da qualidade exigida pela autoclave e do custo atual de aquisição da água.


Precisa produzir água de alta pureza para sua operação?


Quando existe consumo frequente de água para autoclaves, comprar e armazenar galões pode deixar de ser a alternativa mais eficiente.


A Zero Ka desenvolve e fabrica no Brasil sistemas de produção de água desmineralizada e osmose reversa, permitindo que empresas produzam sua própria água de alta pureza no local de utilização.


Para aplicações em autoclaves, o dimensionamento deve partir sempre das especificações técnicas do equipamento.


Consulte o manual da sua autoclave e envie os requisitos de qualidade da água para a Zero Ka. A partir dessas informações, é possível avaliar qual tecnologia e capacidade de produção fazem sentido para sua operação.



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